18.5.05

Momento: Vazio

Olho para todos os brilhos que o sol desponta em vários pontos, penso como seria bom se eu fizesse parte desta tarde tão bem decorada...

Vivo demasiado em pensamentos, queria tanto que eles deixassem de ocupar a maior parte de mim, sinto a falta de me apaixonar. Como é incómodo chegar a casa com a saudade irónica de sofrer por amor, a ilusão imaculada do amor...

Quanto mais eu ando, menor me sinto, mais singular, preciso de me perder... mas para verdadeiramente sentir, deixar de mapear a lógica própria, deixar-me levar por essas sensações, deixar o corpo fazer o relatório.

Não interessa nada do que já foi feito.
Não há sentido sem o sentimento presente.

Tudo flui, influi-mos nas decisões e nos caminhos que decidimos, muda-se tudo, e o tudo pode ter vontade própria, essa vontade pode brincar com alguma coisa maior.

É tão bom cruzar as pernas e pensar em nada que possa ser lembrado depois...

Procuro, Procuro, Procuro.

Procuro na natureza das pessoas alguém para se amar, procuro um sentido real para a vida
Até encontrar, vou ficar no meu, cada vez maior, vazio, escuro, obtuso.

Sim, assumo que a resposta não é a procura, mas a minha mente limitada pela incapacidade de sentir algo verdadeiramente sentido julga-se incapaz de encontrar o plano B...

Corro, Ando, Corro, Fujo.

No vazio, o vazio...

Alguém para amar

19.4.05

Bem Vindo a Ti

Amanhece, escurece, vais e voltas, a sequência não acaba.
Intensificam-se as sensações.
Sente a brisa, sente o que te rodeia, encaixa-te no padrão.

Pura criação.
Puro amor.
Puro ódio.
Pura imaginação.

Divaga, devaneia, voa!
Faz-te ouvir em alto e bom som, não esperes por uma intervenção divina.

Não te deixes prender pelos versos.
Não te deixes prender pelas palavras.
Não te deixes prender pelos nervos.
Não te deixes prender pelo que está errado.
Não te deixes prender pelo tempo.

Recicla-te, não vejas a preto e branco, não sintas em câmera lenta, acorda!
Senão podes mudar o mundo em si, muda o teu próprio mundo, prova a tua própria verdade, o teu próprio ideal, toma consciência da tua, tão só tua, e quão única identidade. É essa a filosofia correcta.

Hoje acredito não haver um fim, vamos ver o sol, ver o mundo a nascer.

21.3.05

Porque fui,sou. Porque sou, serei.

A pulsação é lenta...

Preciso de alguém que me encontre, não que me sinta totalmente perdido ou num "caos" porque isso faz-nos certificar que somos "estúpidos" e mesmo que o sejamos não vale a pena afirma-lo. De um certo modo parece que nos foi retirada a auto-estima e quão importante é esta para que consigamos manter o barco de frente, sem grandes oscilações. Parece que desapareceu o lado da intuição, o lado onde mora o coração, que nos guiava no escuro. Ao mesmo tempo parece que não faço por tentar mas, até tento, será que não? O que é preciso? O que é que falta?

É sentir a falta de algo exterior que puxe por nós.
É o sentirmo-nos algo e não alguém.
É o caminho não parecer o correcto.
Mas é a nossa vida!

"Round'n'round", assim me sinto, fecho os olhos, crio um mundo, passeio pelas ilusões sóbrias de pensamentos ébrios, imagino ser aquilo que não sou mas que no fundo poderei vir a ser. Quero pensar em algo que altere o ponto de ajuste a algo quase perfeito, não totalmente porque existe a tal lacuna apenas preenchível pelo toque único da realidade, só assim abriria os olhos e lançaria ao mundo um verdadeiro sorriso ou pelo menos uma maneira de estar alegre e verdadeiramente sentida.

A pulsação dispara, os pensamentos disparam, giram, não param...

Sei que não interessa o tempo que demorarmos, não interessa as mentiras que nos criam e que queremos acreditar, apenas "step by step" alcançaremos o juízo perfeito.
Havemos de agarrar o "algo" que paira sobre nós, a sombra das nossas ilusões turvas.
No fundo, para cada um existe alguém...

A pulsação esta' super calma.

Sinto-me "below zero".

Será o regresso do vazio?
Será a vontade inequívoca de voltar a pôr o pé em falso?

No fundo, quero acreditar que tenho um plano traçado mas hoje não, hoje quero estar assim...

6.3.05

Por de trás da tela

Como se de um retrato se tratasse, todos nós vamos pintando os traços que definem a nossa vida, traços amorosos, sim porque são esses que realmente pesam na nossa viagem, a vontade de perguntar porque é que estamos tão sós, mesmo com tanta companhia? Será que isso não faz sentido ? será que faz? será que não faz? E se fizer? E se não fizer?

Seguimos caminho por estas ruas iluminadas, fazem-nos pensar, fumamos a vida, respiramos até sufocarmos, sentimo-nos cada vez mais pequenos, todos os 7 dias da semana, valerá a pena tentarmos escapar sempre?

Temos medo a cada momento que passa, sabemos que nos encontramos a uma grande distância do que pretendemos, até pode ser que não mas o impasse está establecido.

Lembro-me de tudo o que tive e que desapareceu, sem avisar, de tudo aquilo que voltou e volta com a mesma facilidade com que havia partido, tudo para nos lembrar que tudo tem uma volta a dar, aquilo que achamos que nos é devido, principalmente ao coração pode estar ao nosso alcançe, talvez seja altura de parar de insistir em perpetuar a noção de que é impossível...

Sinto-me fora de mim...

3.1.05

Mudança

Euforia controlada.
Euforia ainda sob controlo.
Euforia mais ou menos descontrolada.

Alucinar, atrofiar, pensar, reflectir, gritar para dentro...

Tenho um eixo imaginário traçado a meio dos pensamentos sobre o qual exerço rotação, baseia-se na melancolia e na reflexão expontânea que me está intrínseca e sobre o qual pairo, observo, grito para dentro, faço uso dos meus mecanismo de defesa, isolo-me, penso que isto está bem, isto está mal.

O mundo muda a todo o momento, sim mudar nunca é demais, será que tambem eu devo mudar?

Mudar não é tão fácil como falar, mas demora o tempo que for preciso e esse é o tempo q tenho para mudar...

Já me disseram tanta vez olha tu por ti, e realmente nunca olham por mim nem por aquilo que é meu, mas o que realmente é meu? E o que é teu? E o que é que não é teu?

Será que temos a verdadeira noção de aquilo com que realmente podemos contar e com o que não podemos contar?

Qualquer passo que dermos na vida poderá significar o fim d algo, o princípio de algo, pode significar tudo, pode significar apenas parte de alguma coisa, pode ser o início de algo realmente de valor.

Um passo simples poderá significar o centro de tudo, um novo e longo caminho q nos conduziraá a qualquer coisa desejável ou não, poderá significar o melhor, ou talvez até o pior.
De qualquer modo podemos mudar e usar essa mudança como um teste ao que nos rodeia.

Damos todo e qualquer passo sempre com uma dúvida presente... será isto?
Enchemo-nos de confiança, olhamos no horizonte e tentamos escutar algo que nos é superior, haverá algum truque que possa ser usado ?

"Sou uma prisão, à qual fujo e que regresso..."

Serás tu a verdade e não eu?

27.12.04

Momentos

Respiro fundo, Apetece-me seguir o rumo de aquela musica, quero nascer outra vez. Aliás, pensando bem nem é isso que eu quero mas quando as coisas nao correm de acordo com o que queremos...

De facto, começo a ser invadido pela sensação de que a maior parte das coisas não correm como queremos, apetece-me gritar! Enfim, guardo para dentro de mim aquela coisa do "porque é que isto é assim ?"

São momentos...

Passam rápido, desvaneçem-se em instantes quando estamos com alguém que realmente mereçe a nossa atenção. Realmente o ser humano é dotado de uma incrível capacidade de mudar de estados, mas são tudo momentos, alguns breves, outros longos demais, e são esses que normalmente têm tendência a perturbar-nos, os momentos longos cujo núcleo se centra em algo que não deveria ser minímamente assim. Pelo menos eu gosto de estar de acordo com essa teoria. Quantas vezes não apetece dizer ao mundo todo, aos berros...

Isto tem que ser assim?

Começo a acreditar que as "não pessoas" deveriam dominar o mundo, seria tudo tão mais simples, aliás, seria tudo até bastante mais complexo mas tenho a certeza que seria uma complexidade fácil de encaixar!

De um modo sinistro, sinto novamente a falta de mais uma peça no puzzle.
Todavia, julgo que tudo isto não passa de mais um momento...